
O UNIVERSO FICCIONAL DE CARANOVA
“O ânimo produziu algo raro em Duchartre; por estar escanchado na poltrona o fluxo o fez sonhar longamente; se dormiu ou não, o fato é que sonhou. Foi o sonho arquitetado pelo ser-para-sonhar que define inclusive se ele será lembrado; não é totalmente diferente do ser-em-si que não é distinto do ser-aí, do ser-para-o-outro, do ser-para-o-mundo, do ser-do-caralho-a-quatro; estava no balcão de sua biblioteca quando chegou Dom Quixote, o elegante fidalgo alto, magro, ossudo e de barba branca que gentilmente solicitou seu livro.”
(Texto extraído de Contos do verso, universo, multiverso Duchartre)
